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Em dezembro do ano passado, a Câmara dos Deputados debateu em Brasília, a utilização do colostro bovino para a alimentação humana.

O colostro bovino é o leite produzido nas primeiras 48 horas após o parto da vaca. Esse leite precoce é rico em sais minerais, proteínas, anticorpos que fortalecem o sistema imunológico e antioxidantes.

Os bezerros de vacas leiteiras só são separados da mãe depois de 48 horas para terem acesso ao colostro, que é muito importante para a saúde do animal.

Na Europa, Estados Unidos, Canadá, China, Turquia, Austrália e Nova Zelândia, o colostro bovino já é utilizado para o consumo humano. No Canadá, por exemplo, é utilizado como alimento tipo medicinal, mas no Brasil ainda é proibido. Essa proibição é da época em que não havia tecnologia no país para a pasteurização do leite.

Na visão da médica veterinária da Emater do Rio Grande do Sul, Mara Helena Saafeld, o país perde com a proibição. Segundo a médica o líquido é desperdiçado no Brasil, mas poderia alimentar muitas pessoas que hoje passam fome. Para ela a legislação, da década de 50, que proíbe a utilização do colostro no Brasil é muito retrógrada.

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, que debateu o assunto, pretende estudar mais a fundo as possíveis mudanças na legislação brasileira para incluir o colostro bovino na alimentação humana.