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No verão, a alta umidade e a temperatura elevada podem reduzir a produção de leite entre 10 e 35%. Isso porque o forte calor faz com que as vacas consumam menos alimentos e causam alterações no metabolismo do animal.

Nos Estados Unidos, o impacto econômico do estresse calórico causa uma perda anual de 800 milhões de dólares, devido ao menor desempenho dos animais e incidência de doenças. No Brasil ainda não existe uma estatística sobre os prejuízos causados por esse problema.

Segundo os especialistas, quando a temperatura ambiente excede a zona de conforto térmico, também chamada de zona termo-neutra, a vaca sofre de estresse causado pelo excesso de calor, uma vez que na faixa de temperatura chamada de zona de termoneutralidade a vaca não precisa lançar mão de nenhum mecanismo para dissipar calor, podendo voltar toda a sua "atenção" para a produção de leite. Assim, o estresse calórico muda o status fisiológico da vaca, o que afeta a produção de leite e também a reprodução. 

O Índice de Temperatura e Umidade é a maneira mais comum de medir o estresse calórico, mas o mais eficaz é a medição da temperatura retal do animal.

Para identificar o estresse calórico nas vacas é importante aferir a temperatura retal. É importante escolher um grupo de 10 vacas em lactação ao acaso e aferir a temperatura retal de cada uma delas. Se sete ou mais vacas apresentarem temperaturas retais acima de 39,4º C, é sinal de que estes animais estão mostrando sintomas de estresse calórico e, acima dos 40ºC considera-se estresse calórico severo.