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A tripanossomose bovina é causada por um protozoário que ataca a corrente sanguínea do gado e rouba seus nutrientes. O parasita também pode provocar a doença em equídeos e cães, nos quais a taxa de mortalidade é alta. Além disso, também afeta de forma menos grave ovinos e caprinos.

Os animais infectados emagrecem, apresentam febre, anemia intensa, fraqueza progressiva e perda substancial de peso em curto período de tempo. Depois desse processo acabam morrendo.

A doença também pode provocar perda de libido dos machos, retardamento na puberdade e baixa qualidade seminal. Nas fêmeas, ela afeta o ciclo do cio, pode resultar em baixa fertilidade, morte fetal, dificuldades no parto e abortos.

A transmissão se dá por meio de moscas que se alimentam de sangue, principalmente as moscas-dos-estábulos. A doença também pode ser transmitida pela utilização de uma agulha para vários animais durante vacinação ou aplicação de medicamentos.

O produtor deve ficar atento aos sintomas e procurar ajuda de um médico veterinário. O diagnóstico é feito através de exame de sangue.

O tratamento é feito com medicação. Segundo a Embrapa, a droga disponível no país para tratamento é o dimenazene (aceturato de dimenazene), cuja dosagem recomendada é de 7,0 mg/kg.

O controle biológico dos vetores de transmissão (moscas) é uma alternativa para reduzir os surtos da doença. Há testes com uso de fungos, nematoides, algumas moscas, vespas e pássaros no controle da mosca-dos-estábulos. O uso de armadilhas com inseticidas também pode ajudar no controle da mosca.